Autocicatrização do Concreto: a Fissura que se Fecha Sozinha
Há um fato sobre o concreto que circula em obra como folclore reconfortante: "fissura de retração fecha sozinha". O fato é verdadeiro. O problema é que ele é verdadeiro sob condições, e as condições quase nunca aparecem no memorial. Quando aparecem, deixam de ser folclore e viram uma decisão de projeto com número, prazo e plano B — que é exatamente o que a diretriz alemã de estruturas impermeáveis faz há décadas e o que a prática brasileira, em geral, não faz.
Este artigo reúne o que a literatura experimental efetivamente mede sobre autocicatrização, o que as normas exigem quando a estanqueidade é requisito, e três vieses independentes que empurram o projetista para o mesmo lado — o lado otimista.
1 · O mecanismo: não é cura, é precipitação
"Autocicatrização" é um nome ruim para o fenômeno, porque sugere biologia. O que acontece é mineralogia.
A literatura lista quatro candidatos a mecanismo: precipitação de calcita, hidratação tardia do cimento anidro, bloqueio do caminho de fluxo por impurezas da água e bloqueio por partículas soltas do próprio concreto. Os ensaios de Edvardsen (1996) concluem que, na prática, a formação de calcita — cristais de carbonato de cálcio — é praticamente a única causa. A água que percola carrega íons de cálcio; encontrando CO₂ dissolvido, precipita CaCO₃ nas paredes da fenda, e o cristal cresce até obstruir a passagem.
Dessa origem mineral decorrem duas consequências que soam contraintuitivas para quem espera que "concreto melhor cicatrize melhor":
A taxa de cicatrização depende da abertura da fissura e da pressão de água. Só. Edvardsen mostra que a composição do concreto e o tipo de água não influenciam a velocidade do processo. Um C50 não cicatriza mais rápido que um C25. Não há traço que compre cicatrização.
A maior parte do fechamento acontece cedo — nos primeiros 3 a 5 dias sob pressão de água. Não é um processo que se arrasta ao longo da vida útil e que se possa esperar sentado. Se não fechou na primeira semana de carga, a probabilidade de fechar depois cai muito.
Há um terceiro fator, secundário mas útil: a rugosidade da fissura acelera a cicatrização, porque aumenta a superfície de contato entre a água e a matriz cimentícia. É por isso que concreto com fibras cicatriza melhor — não pelo material da fibra, mas porque ela deixa a superfície de fratura mais tortuosa e, sobretudo, porque substitui uma fissura larga por várias finas.
2 · A curva que decide tudo
O ensaio clássico é simples de enunciar: uma parede de 40 cm, uma coluna de 2,5 m de água, fissuras passantes de abertura controlada, e a vazão medida ao longo do tempo.
Com w = 0,1 mm, a vazão parte de cerca de 12 L/h e some em poucos dias. Com w = 0,2 mm, parte de cerca de 30 L/h e cai a quase nada — mas leva perto de três semanas. Com w = 0,3 mm, parte de cerca de 49 L/h, decresce durante duas semanas e estabiliza num patamar de cerca de 12 L/h, onde fica. Não fecha.
Três décimos de milímetro separam "seca sozinha" de "vaza para sempre", e o patamar residual da fissura de 0,3 mm é aproximadamente igual à vazão inicial da fissura de 0,1 mm. É a mesma parede, o mesmo concreto e a mesma pressão.
Daí vem o número que a literatura consolidou: a abertura crítica para cicatrização completa é da ordem de 0,2 mm para concreto comum (Jacobsen et al., 1998; Edvardsen, 1999). Reinhardt et al. (2003), ensaiando concreto de alto desempenho sob gradiente de 1,0 MPa, encontram fechamento integral para todas as fissuras com abertura superficial média abaixo de 0,1 mm, e confirmam duas tendências: fissura menor cicatriza mais rápido, e temperatura mais alta acelera o processo.
Guarde o "da ordem de". Ele vai ser importante daqui a duas seções.
3 · Por que a vazão explode: a lei do cubo, e por que ela não é bem um cubo
O escoamento por uma fissura passante costuma ser modelado como fluxo entre duas placas paralelas:
Vazão por uma fissura passante
qr = ξ · w³ · ( Δp · l ) / ( 12 · η · d )qr vazão · ξ fator de redução de fluxo · w abertura efetiva · Δp diferença de pressão · l comprimento da fissura · η viscosidade dinâmica · d espessura da seção
A leitura popular é "vazão proporcional ao cubo da abertura — dobrar a fissura octuplica o vazamento". Está certa como ordem de grandeza, e é o argumento correto a favor de armadura fina e distribuída. Mas ela esconde uma sutileza.
O fator ξ não é constante. Para placas lisas, ξ = 1,0; uma fissura real não é lisa. A NS 3473 — e, segundo o relatório do consórcio DaCS, também o rascunho do novo Eurocode 2 — adota ξ constante igual a 0,125. Ripphausen (1990) propõe outra coisa:
Fator de redução de fluxo — Ripphausen (1990)
ξ = 1 / [ 1 + 0,0002 · ( d / w )1,5 ]
Aqui ξ depende da própria abertura e da espessura. A NS 3473 adota, em alternativa, ξ constante = 0,125.
Para uma parede de 40 cm, esse modelo dá ξ ≈ 0,02 a 0,1 mm e ξ ≈ 0,09 a 0,3 mm: o fator de redução cresce junto com a abertura, e a vazão real escala mais suavemente que w3, ainda que continue crescendo rápido. Os dois modelos divergem consideravelmente entre si, e essa divergência é uma incerteza declarada, não um detalhe.
Bick et al. (1997) incorporaram a variação da abertura ao longo da espessura dentro do próprio ξ e encontraram médias de 0,085 para concreto não armado e 0,040 para concreto armado. A leitura correta desse par não é "a armadura sela a fissura": é que a armadura substitui uma fissura por várias mais finas, e como a vazão cresce fortemente com a abertura, muitas fissuras finas vazam menos que uma larga com a mesma abertura total. Hubert et al. (2015) chegam ao mesmo por outro caminho.
Daí uma consequência pouco intuitiva para leitura de laudo: uma parede com muitas fissuras finas pode ser mais estanque que uma com poucas fissuras largas, ainda que pareça pior na inspeção visual. Contar fissuras não é medir estanqueidade.
Wang et al. (1997) e Aldea et al. (1999), independentemente, mapearam três faixas:
| Abertura | Comportamento da permeabilidade |
|---|---|
| w < 0,05 mm | aumento limitado |
| 0,05 < w < 0,2 mm | aumento rápido |
| w > 0,2 mm | aumento contínuo |
Note a coincidência: a faixa em que a permeabilidade dispara termina exatamente onde a cicatrização deixa de dar conta.
4 · O limiar não é um número — é uma função
Aqui está o ponto que mais frequentemente se perde. Projetar contra "0,2 mm" é usar o teto de um caso particular como se fosse regra geral.
A diretriz alemã das weiße Wannen — bacias brancas, estruturas em que o concreto acumula função portante e função de vedação num único elemento monolítico, dispensando impermeabilização adicional — não fornece um valor único. Fornece uma tabela indexada pela razão entre a coluna de água e a espessura do elemento:
| Gradiente de pressão hw/hb | Coluna máxima hw | Abertura admissível ww |
|---|---|---|
| ≤ 10 | 3,0 m | 0,20 mm |
| > 10 … ≤ 15 | 6,0 m | 0,15 mm |
| > 15 … ≤ 25 | 10,0 m | 0,10 mm |
O critério é a razão, não a pressão. Uma parede de 40 cm sob 3 m de água tem hw/hb = 7,5 e admite 0,20 mm. A mesma água numa parede de 20 cm dá hw/hb = 15 e admite 0,15 mm. Espessura compra abertura — é uma alavanca de projeto real, disponível na prancha, e que o critério brasileiro por classe de agressividade ambiental não enxerga, porque ele responde a uma pergunta diferente (durabilidade da armadura) e não à passagem de água.
A mesma diretriz fixa espessuras mínimas para que o conceito funcione: em concreto moldado no local, 240 mm para paredes na classe de solicitação mais severa (200 mm na menos severa) e 250 mm para a laje de fundo. Não são números de resistência; são números de estanqueidade.
5 · A janela: e por que ela fecha junto com a obra
Esta é a condição que quase nunca é escrita, e é a que mais custa quando falta.
Contar com a autocicatrização é, na diretriz alemã, um princípio de projeto declarado — o princípio (b), "limitar a abertura das fissuras para autocicatrização", ao lado de (a) evitar fissuras de separação por construção pobre em coação e (c) admiti-las e vedá-las deliberadamente. Escolher (b) traz uma exigência temporal explícita: o método pressupõe que a água já esteja presente durante a fase de estrutura bruta e que as fissuras se fechem ainda nessa fase. E o alerta correspondente:
Não funciona se o nível máximo de água só ocorrer depois, na fase de uso — porque aí a umidade aparece com um atraso de possivelmente anos, e algumas fissuras simplesmente não se fecham.
A aposta tem prazo de validade, e o prazo é a obra. Um reservatório enterrado cujo lençol sobe pela primeira vez três anos depois da entrega não teve autocicatrização adiada: teve autocicatrização não realizada, e a manifestação chega quando já não há canteiro, contrato nem quem se lembre da decisão.
Daí duas obrigações práticas. As fissuras que não fecharem têm de ser injetadas — não é contingência, é parte do princípio; e injetar exige que a fissura esteja acessível, o que é decisão de arranjo tomada na prancha. E o que cicatrizou pode reabrir: sob carregamento dinâmico ou variação de temperatura, fissuras cicatrizadas — e também as injetadas — podem se abrir de novo e voltar a conduzir água. Uma bacia que enche e esvazia, um reservatório de ciclo diário, uma estrutura enterrada sob sazonalidade térmica: todos candidatos a desfazer o que a calcita fez.
Há ainda uma restrição frequentemente ignorada: para ambientes de utilização mais nobre, que não toleram umidade aparente, o princípio (b) em regra não é aplicável — durante a cicatrização há passagem temporária de água. Cicatrizar é um processo molhado.
6 · Três vieses independentes, todos para o mesmo lado
Até aqui, tudo tratou o valor de w como se fosse conhecido. Não é — e os erros não se cancelam.
Primeiro: o cálculo normativo subestima a abertura. Zych (2019), estudando especificamente paredes de reservatórios de concreto armado, argumenta que os modelos correntes são excessivamente simplificados, porque predeterminam um espaçamento estabilizado de fissuras já na fase de endurecimento e o mantêm por toda a vida da estrutura. Na prática, o espaçamento das fissuras originais é bem maior, e as deformações impostas nos primeiros dias são pequenas demais para estabilizar esse espaçamento. O projetista adota, portanto, um espaçamento menor que o real, assumindo por engano uma propagação eficazmente controlada pela armadura — hipótese válida para o modelo de tirante do qual as fórmulas se originam, não para uma parede sob deformação imposta e restrição de base. O efeito, nas palavras do autor, é uma grande subestimação da largura calculada. Ele propõe um modelo em três estágios (fissuras de idade precoce; estabilização do espaçamento; fissuras de segunda ordem sob carga de serviço, com alargamento simultâneo das anteriores) e substitui o grau de restrição por um grau médio de relaxação como parâmetro governante.
Segundo: o fissurômetro lê a face errada. Yannopoulos (1989), em tirantes armados longos, mediu a razão entre a abertura média na superfície do concreto e a abertura média junto à barra, e encontrou uma razão decrescente com o carregamento, tendendo a 0,45 para tensões no aço acima de 150 MPa. A abertura que governa o fluxo através da espessura é menor que a lida na superfície. Para o cálculo de vazão isso é conservador — mas para qualquer raciocínio sobre cicatrização, é uma armadilha: a abertura que se mede não é a abertura que se está discutindo, e a distância entre as duas cresce com o nível de tensão.
Terceiro: a reabertura, já tratada acima. Um valor verificado uma vez, no comissionamento, não é um valor permanente.
Os três empurram na mesma direção. Um projeto que calcula 0,15 mm por modelo normativo, mede 0,18 mm em campo, conclui "abaixo de 0,2, vai fechar" e não prevê injeção está acumulando três otimismos sobre um limiar que talvez nem fosse 0,2 mm — porque isso dependia da razão hw/hb que ninguém verificou.
7 · O que cada norma exige quando a estanqueidade é requisito
O panorama internacional é notavelmente mais explícito que o brasileiro:
- fib Model Code 2010 (§7.6.4) — para vazamento mínimo: nenhuma fissura contínua e zona comprimida de pelo menos 50 mm.
- EN 1992-3 — nas classes 2 e 3 ("vazamento mínimo" e "nenhum vazamento permitido"), zona comprimida de pelo menos o menor entre 50 mm e 0,2h. E a cláusula que mais importa em estrutura de ciclo: sob carregamento alternado, a fissura é considerada passante a menos que se demonstre que essa zona permanece sempre comprimida. Espessura mínima de 200 mm para a classe 3.
- NS 3473 — quatro requisitos alternativos (espessura mínima, tensão de tração máxima, zona comprimida mínima, limite de abertura) e a única do grupo com método de estimativa de vazão. Exige ainda armadura mínima dobrada, com espaçamento máximo de 300 mm entre barras.
- JSCE (§10.6) — a mais severa: com tração axial dominante e nível alto de estanqueidade, nenhuma fissura é admitida, a seção inteira comprimida, com tensão mínima de compressão de 0,5 MPa. Sob flexão, w ≤ 0,1 mm.
E a referência brasileira? A NBR 6118 estabelece limites de abertura por durabilidade, indexados pela classe de agressividade ambiental — não por estanqueidade. A literatura nacional de reservatórios preenche parcialmente a lacuna: Guimarães e Giongo (1995) recomendam, para estruturas cuja estanqueidade tem caráter obrigatório, abertura limite de 0,15 mm sob combinação quase permanente, concreto de classe mínima C25, relação água-cimento máxima de 0,50 e consumo mínimo de 350 kg/m³ de cimento — com a/c até 0,55 em peças acima de 50 cm, e a/c ≤ 0,45 com C30 quando há sulfatos.
O mesmo trabalho registra, já em 1995, um desvio de prática que sobreviveu: "normalmente, os cálculos estruturais dos reservatórios são feitos utilizando-se concretos de classes C15 ou C18", quando a norma pedia C25 para assegurar estanqueidade.
E um lembrete que vale além dos reservatórios: os mecanismos de transporte não evoluem linearmente. Reduzir o cobrimento à metade por falha executiva não reduz a vida útil à metade — reduz a valores bem menores. Pela mesma lógica, cura insuficiente produz baixo grau de hidratação nas camadas superficiais e alta permeabilidade justamente na pele da peça, que é onde a estanqueidade se decide.
8 · A água que desliga o mecanismo
Uma nota que fecha o raciocínio e resolve uma aparente contradição.
Edvardsen conclui que o tipo de água não influencia a taxa de cicatrização. A diretriz alemã, por outro lado, proíbe considerar a autocicatrização quando a água tem mais de 40 mg/L de CO₂ agressivo (ácido carbônico livre) ou pH abaixo de 5,5.
As duas afirmações são compatíveis, e entender por quê é entender o mecanismo. A primeira fala da cinética do processo em água normal: dentro da faixa usual, a química da água não acelera nem retarda o crescimento do cristal. A segunda fala do direito de contar com o mecanismo em água agressiva: o que sela a fissura é calcita, e água ácida ou carregada de ácido carbônico livre dissolve calcita. Não é que a cicatrização fique mais lenta — é que o produto da cicatrização não é estável naquele meio.
A consequência prática é direta. Bacias de contenção de efluentes, lixiviados, águas de processo industrial e qualquer meio ácido: o mecanismo não está disponível, e o projeto que contava com ele está contando com nada. Nesses casos, o caminho é o princípio (a) — evitar a fissura de separação — ou o (c), admiti-la e vedá-la deliberadamente, com sistema previsto em projeto.
9 · O que isso muda numa prancha brasileira
Reduzido ao operacional, contar com autocicatrização exige três declarações em memorial, e cada uma tem um endereço:
A abertura-alvo, tirada do gradiente. Não "0,2 mm porque é o número que se ouve", e sim o valor que sai da razão entre coluna de água e espessura — o que amarra a decisão de fissuração à decisão de espessura, e transforma espessura em variável de projeto de estanqueidade, não só de resistência.
A janela em que a água estará presente. Se a estrutura só encherá depois, ou se o lençol só subirá em anos, o princípio não se aplica — e isso precisa estar escrito antes que alguém o descubra pela mancha.
O plano para as que não fecharem. Quais fissuras serão injetadas, com que critério de decisão, e — crucialmente — como se chega até elas. Acesso é geometria, e geometria é projeto.
Falta uma das três, e o que sobra não é engenharia: é torcida com aparência de memorial.
Verificar antes de contar com ela
Na Galahad, análise de estanqueidade em estruturas de contenção parte do campo de tensões da estrutura real — não do modelo idealizado — para responder onde a fissura será passante, qual abertura ela terá sob a combinação que governa, e se a zona comprimida que as normas internacionais exigem existe de fato ao longo de todo o ciclo de carga, inclusive nos estados alternados em que ela costuma desaparecer. É a conta que diz se a autocicatrização é uma hipótese legítima naquele projeto ou se ela está sendo usada para cobrir um vão que precisa de outra solução.
Reservatório com fissuração ativa, bacia de contenção a projetar ou estrutura enterrada que começou a transpirar? A pergunta certa não é "a fissura vai fechar" — é "sob qual gradiente, dentro de qual janela, e com qual plano para as que não fecharem".
Referências
Fontes lidas na íntegra
- GUIMARÃES, A. E. P. Indicações para projeto e execução de reservatórios cilíndricos em concreto armado. 1995. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Estruturas) — Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 1995. Orientador: José Samuel Giongo.
- KLAUSEN, A. B. E. The impact of cracks on gas and liquid tightness of concrete. DaCS Report No. 04, WP 1.3 — Relevance of crack requirements. Trondheim: SINTEF/NTNU, 2017. Classificação: Open.
- VEREIN DEUTSCHER ZEMENTWERKE. Zement-Merkblatt Hochbau H 10: Wasserundurchlässige Bauwerke aus Beton. Düsseldorf: InformationsZentrum Beton, maio 2019.
- ZYCH, M. A new model for crack control in reinforced concrete tank walls — part I: analytical investigation. ACI Structural Journal, v. 116, n. 3, maio 2019. DOI: 10.14359/51713317.
Obras experimentais e normativas citadas nessas fontes
- ALDEA, C.-M.; SHAH, S. P.; KARR, A. Permeability of cracked concrete. Materials and Structures, v. 32, p. 370-376, 1999.
- BICK, D.; CORDES, H.; TROST, H. Eindring- und Durchströmungsvorgänge umweltgefährdender Stoffe an feinen Trennrissen in Beton. Deutscher Ausschuss für Stahlbeton, Heft 455. Berlin, 1997.
- EDVARDSEN, C. Wasserdurchlässigkeit und Selbstheilung von Trennrissen in Beton. Deutscher Ausschuss für Stahlbeton, Heft 455. Berlin, 1996.
- EDVARDSEN, C. Water permeability and autogenous healing of cracks in concrete. ACI Materials Journal, v. 96, n. 4, p. 448-454, 1999.
- HUBERT, M.; DESMETTRE, C.; CHARRON, J.-P. Influence of fiber content and reinforcement ratio on the water permeability of reinforced concrete. Materials and Structures, v. 48, 2015.
- JACOBSEN, S.; GÉRARD, B.; MARCHAND, J. Concrete cracks: observation, self-healing, permeability and durability — a review. Oslo: Norges byggforskningsinstitutt, 1998.
- PICANDET, V.; KHELIDJ, A.; BELLEGOU, H. Crack effects on gas and water permeability of concrete. Cement and Concrete Research, v. 39, p. 537-547, 2009.
- REINHARDT, H.-W.; JOOSS, M. Permeability and self-healing of cracked concrete as a function of temperature and crack width. Cement and Concrete Research, v. 33, p. 981-985, 2003.
- RIPPHAUSEN, B. Untersuchungen zur Wasserdurchlässigkeit und Sanierung von Stahlbetonbauteilen mit Trennrissen. Stuttgart: Universität Stuttgart, 1990.
- WANG, K.; JANSEN, D. C.; SHAH, S. P.; KARR, A. F. Permeability study of cracked concrete. Cement and Concrete Research, v. 27, p. 381-393, 1997.
- YANNOPOULOS, P. J. Variation of concrete crack widths through the concrete cover to reinforcement. Magazine of Concrete Research, v. 41, n. 147, 1989.
Normas
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6118: projeto de estruturas de concreto — procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2023.
- DEUTSCHER AUSSCHUSS FÜR STAHLBETON. DAfStb-Richtlinie "Wasserundurchlässige Bauwerke aus Beton" (WU-Richtlinie). Berlin.
- FÉDÉRATION INTERNATIONALE DU BÉTON. fib Model Code for Concrete Structures 2010. Berlin: Ernst & Sohn.
- EUROPEAN COMMITTEE FOR STANDARDIZATION. EN 1992-3: Eurocode 2: design of concrete structures — part 3: liquid retaining and containment structures. 2006.
- JAPAN SOCIETY OF CIVIL ENGINEERS. Standard specifications for concrete structures — 2007: design. JSCE Guidelines for Concrete No. 15. Tokyo: JSCE, 2010.
- NORSK STANDARD. NS 3473: prosjektering av betongkonstruksjoner — beregnings- og konstruksjonsregler. Oslo, 2003.